Estoques – Métodos de Valoração

Neste post vamos entender quais são e como são calculados os métodos de valoração dos estoques. É importante saber como calcular o valor das baixas de cada um desses estoques, pois a forma como fazemos isso altera significativamente não só o saldo dos Estoques como também a apuração de Custos,

Quando Falamos em Valoração dos Estoques, temos primeiro que entender como esses Estoques são controlados. Na realidade, temos duas formas de controlá-los: Pelo Inventário Permanente ou pelo Inventário Periódico, vejamos:

INVENTÁRIO PERMANENTE: Quando nós temos o controle dos Estoques a cada movimentação, utilizando para isso uma planilha ou um sistema informatizado, ou seja, a cada movimentação de entrada ou de saída, eu já tenho o apontamento do custo e do saldo final

INVENTÁRIO PERIÓDICO: Quando não temos o controle dos Estoques a cada movimentação, ou seja, para sabermos o custo e o saldo do Estoque é necessário que façamos um inventário esporadicamente.

Normalmente as empresas costumam controlar seus Estoques pelo Inventário Permanente, pois é comum que a maioria das empresas tenha um Sistema Corporativo que ofereça esse controle, porém muitas empresas menores, em sua maioria comércio, não possuem sistemas informatizados de controle de estoques, sendo assim optam pelo Inventário Periódico para apuração dos custos e dos saldos.

EM RELAÇÃO A VALORAÇÃO

Quando o Controle é pelo Inventário Periódico

Neste caso, com vamos apurar o Custo e o Saldo somente quando fizermos o inventário, então deveremos utilizar a seguinte fórmula

CMV = E.I. + C – DVC – E.F, onde:

CMV = Custo das Mercadorias Vendidas

E.I. = Estoque Inicial

C = Compras

DVC = Devolução de Compras

E.F. = Estoque Final

EXEMPLO:

Neste caso, como a empresa não controla os Estoque a cada operação, ela só consegue saber o Estoque Inicial, por causa do Inventário anterior. As compras e Devolução de Compras através das Notas Fiscais, e o Estoque Final em função do Inventário realizado em determinada data

Estoque Inicial = R$35.000,00

Compras  = R$88.700,00

Devolução de compras = R$13.200,00

Estoque Final = R$39.500,00

Apuração do Custo das Vendas

CMV = E.I. + C – DVC – E.F

CMV = R$35.000,00 + R$88.700,00 – R$13.200,00 – R$39.500,00

CMV = R$71.000,00

Quando o Controle é pelo Inventário Permanente 

Existem vários critérios de valoração dos Estoques, sendo que na indústria os mais comumente usados são: PEPS (FIFO), UEPS (LIFO) e MÉDIA PONDERADA (fixa e móvel)

Esclarecendo:

PEPS (FIFO em inglês), é o critério onde as saídas são registradas com o custo dos primeiros lotes que entraram e que ainda estão com saldo, ou seja Primeiro que Entra, Primeiro que Sai. Por este critério temos que controlar os estoques por lote, caso contrário não saberíamos quais foram os itens que entraram primeiro.

UEPS (LIFO em inglês), por este critério as saídas são registradas com o custo dos últimos lotes que entraram e que ainda estão com saldo, ou seja Último que Entra, Primeiro que Sai. Por este critério temos que controlar os estoques por lote também, caso contrário não saberíamos quais foram os itens que entraram por último.

MÉDIA PONDERADA MÓVEL, neste critério o valor da baixa será sempre o último custo médio calculado anteriormente a baixa. O custo médio é calculado dividindo-se o saldo do Estoque em Reais pelo saldo de Estoque em quantidade, isso é feito a cada movimentação, ou seja, depois de cada movimentação é feita a apuração dos saldos em Reais e em quantidade e faz-se o cálculo da média.

MÉDIA PONDERADA FIXA, este critério é semelhante a Média Ponderada Móvel, porém a única diferença é que as vendas são baixadas todas em um único dia, ou seja, no último dia do mês. O cálculo do custo médio é feito da mesma maneira, a cada nova entrada, mas a baixa é feita uma única vez, sendo assim todas as vendas terão o mesmo custo médio unitário.

Para entendermos melhor vamos usar algumas operações como exemplo.

Utilizaremos as mesmas operações para exemplificarmos todos os critérios, assim será fácil entender a diferença estre eles.

EXEMPLO:

Operações:

OBS.: para facilitar o entendimento, todas as operações não levam em consideração a questão dos impostos

Dia 03, compra de 1.500 unidades ao custo unitário de R$10,00;

Dia 08, nova aquisição de 2.500 unidades ao custo unitário de R$12,00;

Dia 12, venda de 1.500 unidades ao preço de R$20,00 a unidade;

Dia 25, compra de 1.000 unidades ao custo unitário de R$13,00;

Dia 30, venda de 2.000 unidades ao preço de R$25,00 a unidade.

 

CRITÉRIO DE VALORAÇÃO: PEPS (FIFO em inglês)

PEPS

Observações:

  • Veja que na apuração do estoque, o mesmo é informado por lote para facilitar a identificação dos que entraram primeiro
  • As baixas são registradas pelo custo dos lotes mais antigos que ainda estavam em estoque.

CRITÉRIO DE VALORAÇÃO: UEPS (LIFO em inglês)

UEPS

Observações:

  • Veja que na apuração do estoque, o mesmo é informado por lote para separa os que entraram por último dos que entraram primeiro, pois será utilizado sempre do último para o primeiro
  • As baixas são registradas pelo custo dos lotes mais recentes, e a medida que estes acabam vão se utilizando dos lotes mais antigos.

CRITÉRIO DE VALORAÇÃO: MÉDIA PONDERADA MÓVEL

MEDIA POND MOVEL

Observações:

  • A cada movimentação deve-se apurar o estoque dividindo-se o total em Reais pelo total em quantidade, chegando-se assim ao custo médio unitário.

CRITÉRIO DE VALORAÇÃO: MÉDIA PONDERADA FIXA

MEDIA POND FIXA

Observações:

  • Aqui também a cada movimentação deve-se apurar o estoque dividindo-se o total em Reais pelo total em quantidade, chegando-se assim ao custo médio unitário, porém ao contrário do critério anterior, neste, as baixas são feitas unicamente no final do mês, portanto todas elas terão o mesmo custo unitário

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: O método UEPS não é aceito pelo Fisco, pois em função de utilizar como baixa o custo do último lote que entrou, o custo estará sempre pelo valor mais alto, e isso implica em ter resultados mais baixos e consequentemente Imposto de Renda menor, por isso não é aceito, mas pode ser utilizado em avaliações ou análises gerenciais.

Em relação a movimentação dos Estoques, uma vez escolhido o critério de valoração podemos apurar os valores de consumo de matéria prima e outros insumos, que serão transferidos para o Estoque de Produtos em elaboração.

O Estoque de Produtos em Elaboração receberá esses valores, mas também receberá outros valores relativos a outros custos como por exemplo Energia, Mão de Obra, Gastos Gerais de Fabricação etc. Todos estes custos irão compor os custos dos produtos acabados,

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Sobre Prof. Mário Jorge

Professor universitário e de Pós Graduação em disciplinas de contabilidade. Consultor empresarial na área de controladoria. Instrutor da SOMA Cursos e Consultoria Ltda.

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