DFC Demonstração dos Fluxos de Caixa Método Direto e Indireto


Você pretende fazer o Exame do CFC?

Sim? Então preste atenção nesse post, será muito importante para você.

Hoje irei responder a dúvida de uma aluna, a Camila.

Ela precisa saber a diferença entre os Métodos Direto e Indireto na elaboração da DFC Demonstração dos Fluxos de Caixa.

Apesar de detalhar um pouco sobre os métodos, neste post vou apenas esclarecer a diferença entre um e outro.

MÉTODOS PARA ELABORAÇÃO DA DFC

DIRETO

Consiste em classificar os recebimentos e pagamentos de uma empresa utilizando as informações da tesouraria.

O acompanhamento do Disponível é feito dia a dia, as entradas e as saídas de caixa.

É importante entender que A Demonstração dos Fluxos de Caixa refere-se só as movimentações de pagamentos e recebimentos.

Por exemplo, provisões, contratação de despesas a prazo, venda com recebimento a prazo, não entram no fluxo de caixa.

Os fluxos de caixa são apenas entradas e saídas de dinheiro, paguei e recebi.

O método direto é como estar dentro da tesouraria, você sabe exatamente o que foi pago e recebido por dia.

Por exemplo:

  • pagamento de fornecedores,
  • folha de pagamento,
  • pagamento de impostos,
  • pagamento de promissórias,

Lembrando que todos esses pagamentos serão nomeados separadamente na DFC.

Contudo, se você fizer cinco pagamentos de fornecedores eles irão totalizados na mesma linha.

IMPORTANTE:

A DFC é elaborada separando três fluxos diferentes, Fluxo Operacional, Fluxo de Financiamento e Fluxo de Investimento.

Fluxo Operacional – Relacionado com atividade fim da empresa.

Fluxo de Financiamento – Relacionado com a captação e pagamento de captação de recursos, empréstimos, financiamentos, por exemplo..

Fluxo de Investimento – Tudo que diz respeito a pagamentos e recebimentos do grupo que está no “Realizável a longo prazo”.

Indo para a prova do CFC, o enunciado de uma questão mostra um balanço e uma Demonstração de Resultado.

Eles pedem que você elabore o DFC pelo método Direto.

Não será possível, pois o método direto necessita da informação de pagamentos e recebimentos feitos durante o período.

o Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultado não tem informação do que foi pago e recebido, item por item.

INDIRETO

Consiste em reconciliar o Lucro líquido do exercício apurado contabilmente pelo regime de competência, com o Caixa líquido do período apurado segundo o regime de caixa.

Pode parecer mais complexo, porém no final é mais simples ainda.

Primeiro, o indireto quer dizer que eu não tenho a informação da tesouraria, então eu terei que buscar essa informação do fluxo de caixa indiretamente, através do Balanço e da DRE.

São as operações, movimentações que serão contabilizadas em Ativo, Passivo, Patrimônio Liquido, Despesas ou Receita.

Então na verdade o Balanço e a Demonstração de Resultado, tem dentro delas a movimentação de todo o Caixa.

Todas as contas que estão ali, com exceção de um detalhe que irei falar em seguida, mas a maioria das contas que estão ali representam as movimentações que passaram pelo Caixa.

Então nós precisamos pegar na Demostração de Fluxo de caixa, o lucro liquido e ir conciliando com as demais contas do Balanço.

Por exemplo, a empresa tem um Caixa, mas comprou estoque para pagar a prazo.

Esse estoque irá lá para o Ativo, e para o Passivo vai um Fornecedores a pagar, por enquanto não passou nada pelo caixa, mas a partir do momento que você fizer um pagamento você ira baixar o fornecedor e baixar o dinheiro do caixa.

Quando você vender o Estoque você baixa ele contra Custo das Vendas e automaticamente entra um contas a receber se você vender a prazo.

Até aqui o Caixa não foi envolvido, mas quando você receber o Contas a receber irá entrar dinheiro no Caixa.

Veja, foi um valor lá para DRE que ainda não teve movimentação no Caixa, mas no momento seguinte terá.

Como nós fazemos o DRE pelo regime de competência e a DFC pelo regime de Caixa existe ai uma diferença temporal, por conta disso nós precisamos fazer essa demonstração de fluxo de caixa de uma maneira indireta.

Ok, eu tenho o Balanço e a Demostração de Resultado, lembrando que esses sempre são pelo regime de competência, e tenho que  fazer o meu Fluxo de Caixa pelo Regime de Caixa.

EXEMPLIFICANDO OS MÉTODOS

Método baseado nas movimentações da tesouraria.
Veja que aqui, no Método Direto, realmente é como se eu estivesse na tesouraria, como se eu estivesse trabalhando no financeiro e apurando tudo que eu paguei e tudo que eu recebi.

Lembrando, sobre Atividades de Investimento, apenas está lá pois é a vista, saiu dinheiro do Caixa, no caso de ser a prazo aparece quando é pago uma parcela.

Quando aumenta Capital eu tenho uma atividade de Financiamento pois não diz respeito apenas a instituição bancária.

Um aumento de Capital nada mais é do que  um empréstimo da Pessoa física para pessoa jurídica.

Apenas contextualizando, o exemplo trata de uma empresa que começou do zero, teve período de movimentação e fechou o caixa com setenta mil.

Método baseado nas variações de saldo das contas contábeis, de um período para o outro


Agora eu irei pegar o Balanço Patrimonial e olharei conta por conta, claro com exceção  de disponibilidades, Caixa, Bancos, Conta Movimento e Aplicação Financeira de Liquidez Imediata.

Eu comparo sempre dois períodos, tenho que ver se a movimentação entre o período 1 e o período 2 aumentou ou diminui o saldo.

Analisando o exemplo, houve um aumento de saldo do Período 0 para o Período 1 na conta de estoques por isso eu diminuo.

No Ativo funciona assim, eu diminuo o aumento das contas/saldos e a diminuição do saldo de um período para o outro eu aumento.

No caso do passivo, se houve aumento o sinal é positivo (+), se houver diminuição o sinal é negativo (-).


Na aula de DFC elaboração eu explicarei o porque disso
Comparando…

No Método Direto eu terei exatamente o saldo do Caixa Liquido (as disponibilidades)

No Método Indireto, que deu o mesmo valor por termos partido de uma empresa com saldo inicial zero, não apresenta o saldo das disponibilidades, apresenta a variação dos saldos das disponibilidades.

Último detalhe, quando você fizer o método indireto, você começa com o lucro operacional, porém nós sabemos que lá no lucro operacional tem despesas e as vezes receitas que não passaram e nunca passarão pelo caixa, exemplo, depreciação, amortização, exaustão e resultado de equivalência patrimonial, então eu irei ajustar esses números com os itens não monetários.

Um forte abraço, a gente se vê nos próximos posts.

 Post sobre DFC – Demonstrações dos Fluxos de Caixa – Como Fazer.

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Sobre Prof. Mário Jorge

Professor universitário e de Pós Graduação em disciplinas de contabilidade. Consultor empresarial na área de controladoria. Instrutor da SOMA Cursos e Consultoria Ltda.

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