CONTABILIDADE E POESIA, bom também!!

Contabilidade de um falso poema

Se nada é realmente o que parece
Como contabilizar o meu poema?
Se dos seus também não compreendo
Até dos que esboçavam as fórmulas da magia
As essências, as misturas e as simbologias
E muito, muito pouco as ciências exatas
Mas, que por pura lógica
Foi pactuando-se com a matemática
Abusando das raízes quadradas
Entregando-se as equações
Até que potencializando a própria razão
Numa sábia e esperada decisão
Resolveu depois certificar-se
Deixando apenas rastros no livro-caixa-poema
Pobre poema e sua contabilidade que não bate
Também pudera, arrancaram folhas
Adulteraram os balancetes e as primaveras
E até o responsabilizaram pelo frio do outono
Pobre falso livro-poema-caixa
Que ainda aguarda no passivo
Um dia transferir suas estrofes para o ativo
Por enquanto apenas rege a prudência
Os olhos estão cansados, já é madrugada
E as rasuras apesar de feitas, remendaram-se
Fecha-se o livro, as reticências dormem
Amanhã é outro dia…

Postado por Elcio Tuiribepi

http://verseiro.blogspot.com/2008/11/contabilidade-de-um-falso-poema.html –  10/05/10 15:34

Sobre Prof. Mário Jorge

Professor universitário e de Pós Graduação em disciplinas de contabilidade. Consultor empresarial na área de controladoria. Instrutor da SOMA Cursos e Consultoria Ltda.

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