Como entender de Custos para fazer o Exame do CFC (Parte V)

Podemos considerar que o que vimos até agora sobre Custos, trata-se do Básico. Se conseguirmos entender bem o que foi discutido, vai ficar mais fácil entender o que vem pela frente.

Hoje vamos falar um pouco sobre Custos Gerenciais. Na verdade vamos iniciar o assunto falando de formas de custeio utilizadas com o objetivo de avaliar gerencialmente o custo dos produtos. Isso significa que na visão gerencial o que importa é chegar ao número, ao custo o mais perto possível da realidade da empresa, por isso não nos apegamos meramente a regras e princípios contábeis, pois o que vale é a visão gerencial da empresa sobre os custos.

Vamos então revisar alguns conceitos importantes

CUSTO PADRÃO

Trabalhar com o Custo Padrão é uma forma de se perseguir um determinado resultado que se almeja, ou seja, se estabelece o custo que, dentro de um parâmetro determinado, deverá ser objeto de realização pois sabe-se que aquele nível de custo traz para a empresa um resultado conhecido, portanto toda vez que a empresa trabalha com custo padrão se faz necessário o acompanhamento com o custo efetivamente realizado para verificar se as metas estão sendo atingidas, ou o que é necessário fazer para ajustá-las.

É possível trabalhar com três parâmetros de Custo Padrão, os quais veremos a seguir.

Custo-Padrão Ideal

É um custo determinado da forma mais científica possível pela Engenharia de Produção da empresa, dentro de condições ideais de qualidade dos materiais, de eficiência da mão-de-obra, com o mínimo de desperdício de todos os insumos envolvidos, ou seja, é o melhor dos mundos na produção. É como se a produção trabalhasse sem problemas.

Custo-Padrão Estimado

É aquele determinado simplesmente através de uma projeção, para o futuro, de uma média dos custos observados no passado, sem qualquer preocupação de se avaliar se ocorreram ineficiências na produção. É fato que toda produção tem seus problemas, seja uma questão de gargalo de produção, ou máquinas super ou sub dimensionadas, ou ineficiências operacionais também. A verdade é que este custo padrão considera os custos médios históricos como base para a projeção, mas não leva em consideração se essa base tem problemas a serem resolvidos ou não.

Custo-Padrão Corrente

Situa-se entre o Ideal e o Estimado. Ao contrário deste último, para fixar o Corrente, a empresa deve proceder a estudos para uma avaliação da eficiência da produção. Por outro lado, ao contrário do Ideal, leva em consideração as deficiências que, reconhecidamente, existem, mas que não podem ser sanadas pela empresa, pelo menos a curto ou médio prazos. Este tipo de Custo-Padrão pode ser considerado o mais adequado para fins de controle. Esta é a forma mais próxima da realidade para trabalhar com Custo Padrão. A ideia é basear-se em média histórica, mas corrigi-la considerando os problemas apresentados na série histórica relativos a ineficiências, deficiências etc.

CUSTEIO POR ABSORÇÃO

Custeio por Absorção significa a apropriação, aos produtos elaborados pela empresa, de todos os custos incorridos no processo de fabricação, quer estejam diretamente vinculados ao produto, quer se refiram à tarefa de produção em geral e só possam ser alocados aos bens fabricados indiretamente, isto é, mediante rateio.

CUSTEIO VARIÁVEL

Custeio Direto (ou Variável) é o método de se avaliar os estoques de produtos atribuindo-se a eles apenas e tão somente os custos variáveis de fabricação, sendo os custos fixos descarregados diretamente como despesas do período.

Vamos ver duas imagens, sobre Custeio por absorção e Custeio Variável para nos ajudar a entender melhor

CUSTOS parte V img 1

 

CUSTOS parte V img 2

 

Vamos ficando por aqui. No próximo Post, vamos falar sobre Margem de Contribuição e Ponto de Equilíbrio.

Até lá

Veja o artigo anterior (Parte IV) sobre Revisão de Conceitos Básicos

OBS.: escrevam suas dúvidas nos comentários

Caso tenha interesse, tenho disponível uma apostila com a resolução comentada (inclui conceitos e explicações) de questões dos últimos Exames de Suficiência – CFC

Veja também os seguintes Posts sobre Custos

Como entender de Custos para fazer o Exame do CFC (parte VI)

Como entender de Custos para fazer o Exame do CFC (parte IV)

Um forte abraço, a gente se vê nos próximos posts.

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Prof. Mário Jorge

Sobre Prof. Mário Jorge

Professor universitário e de Pós Graduação em disciplinas de contabilidade. Consultor empresarial na área de controladoria. Instrutor da SOMA Cursos e Consultoria Ltda.

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