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ARGUMENTO DE DEFESA DE AUDITORIAS É QUESTIONADO EM CASO CONTRA DELOITTE

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Por Dena Aubin e Andrew Longstreth | Reuters, de Nova York
Uma das defesas preferidas das auditorias contra os processos na área de valores mobiliários pode ter algumas lacunas quando aplicada ao processo de grandes proporções movido contra a Deloitte e originário da crise do crédito imobiliário “subprime”.

Maior empresa de contabilidade e consultoria do mundo, a Deloitte foi acusada na segunda-feira de ter deixado de detectar fraudes na Taylor, Bean & Whitaker Mortgage, uma das maiores empresas de concessão de crédito imobiliário privado a falir durante o colapso do mercado de imóveis residenciais dos Estados Unidos. (mais…)

LUCROS SOBEM E DESCEM, AO SABOR DOS PADRÕES CONTÁBEIS

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Um lucro líquido de R$ 811 milhões ou de R$ 2 bilhões? Ontem, os acionistas do Santander podiam escolher o tamanho do resultado do banco que preferiam adotar, situação que causou um certo desconforto entre investidores e analistas.

Se optassem pelos números feitos pelas normas internacionais de contabilidade, o IFRS, os investidores teriam um lucro maior e com 18% de crescimento na comparação com o mesmo período de 2010. Já pelas regras brasileiras, a última linha do balanço seria menos reluzente e teria encolhido 19%. (mais…)

NORMAS INTERNACIONAIS AINDA CARREGAM “CHEIRO” BRASILEIRO

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por Nelson Niero

As normas internacionais de contabilidade adotadas integralmente no país neste ano ainda têm o “cheiro” brasileiro, aponta um estudo sobre a aplicação do novo modelo depois de três décadas de vigência da regras previstas na Lei das Sociedades Anônimas.

Segundo levantamento feito pela Ernst & Young Terco e a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), “as demonstrações de uma empresa de varejo brasileira são mais parecidas com as demonstrações financeiras de uma mineradora brasileira do que de uma empresa de varejo britânica”. (mais…)

GASTO COM AUDITORES CRESCE 33%

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Adaptação ao novo padrão de contabilidade aumentou número de horas trabalhadas. No total, firmas receberam R$ 414,6 milhões por checagem de balanços e outros serviços em 2010.

Fernando Torres | De São Paulo

Os gastos das empresas com auditores externos aumentaram em média 33% entre 2009 e 2010, tendo em conta as despesas com checagem dos balanços e a contratação de outros serviços, como assessoria tributária e pareceres especiais para emissões de ações ou títulos de dívida. Considerando apenas o trabalho de auditoria, o crescimento médio foi de 37%.

É o segundo ano em que os dados sobre pagamento aos auditores são divulgados no Brasil. Como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) exige apenas a informação sobre o valor pago em um ano, é a primeira vez que a comparação de crescimento dos pagamentos pode ser feita.

O levantamento foi feito pelo Valor com base em dados informados pelas 200 maiores companhias de capital aberto por valor de mercado.

O crescimento dos montantes pagos não se deve ao aumento do valor por hora trabalhada, garantem os auditores. Mas sim ao maior número de horas de trabalho, sendo que o principal “culpado” é o padrão internacional de contabilidade IFRS, que passou a ser adotado integralmente no Brasil no balanço de 2010.

Esse crescimento médio de 33% no gasto total e de 37% apenas com a auditoria dos balanços foi a alta percebida pelas empresas que contratam os serviços.

Do ponto de vista das auditorias, interessa não apenas a variação média por cliente, mas também os dados consolidados, já que o aumento de 50% nos honorários de um cliente pequeno pode não compensar a queda de 5% no que é pago por uma empresa de maior porte. A soma dos valores recebidos das 200 empresas foi de R$ 414,6 milhões em 2010, sendo R$ 367 milhões pela auditoria dos balanços e R$ 47,6 milhões por outros serviços. (mais…)

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