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9. Um item do imobilizado foi registrado, ao custo de aquisição, por R$60.000,00 e tem depreciação acumulada de R$12.000,00. As informações coletadas pela empresa indicam: 

Valor em uso R$47.000,00

Valor justo líquido da despesa de venda R$50.000,00

 

Com base nessas informações, é CORRETO afirmar que o valor

recuperável do ativo é de: 

a) R$47.000,00, não sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste ao valor recuperável. 

b) R$47.000,00, sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste ao valor recuperável negativo de R$1.000,00. 

c) R$50.000,00, não sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste ao valor recuperável. 

d) R$50.000,00, sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste ao valor recuperável positivo de R$3.000,00. 

Resolução: 

A base para responder a esta questão está no PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 01 (R1) Redução ao Valor Recuperável de Ativos 

Tal pronunciamento menciona: 

“Mensuração do valor recuperável 

18.    Este Pronunciamento define valor recuperável como o maior valor entre o valor justo líquido de despesas de venda de um ativo ou de unidade geradora de caixa e o seu valor em uso. Os itens 19 a 57 estabelecem as exigências para mensuração do valor recuperável. Essas exigências usam o termo “um ativo”, muito embora se apliquem igualmente a um ativo individual ou a uma unidade geradora de caixa.”

 

19.   Nem sempre é necessário determinar o valor justo líquido de despesas de venda de um ativo e seu valor em uso. Se qualquer um desses montantes exceder o valor contábil do ativo, este não tem desvalorização e, portanto, não é necessário estimar o outro valor.

 

20.   (…)

 

21.   Se não há razão para acreditar que o valor em uso de um ativo exceda materialmente seu valor justo líquido de despesas de venda, o valor justo líquido de despesas de venda do ativo pode ser considerado como seu valor recuperável. Esse será frequentemente o caso para um ativo que é mantido para alienação. Isso ocorre porque o valor em uso de ativo mantido para alienação corresponderá principalmente às receitas líquidas da baixa, uma vez que os futuros fluxos de caixa do uso contínuo do ativo, até sua baixa, provavelmente serão irrisórios.”

 

 

“Valor recuperável e valor contábil de unidade geradora de caixa

 

74. O valor recuperável de uma unidade geradora de caixa é o maior valor entre o valor justo líquido de despesas de venda e o valor em uso. Para o propósito de determinar o montante recuperável de uma unidade geradora de caixa, qualquer referência a “um ativo”, constante dos itens 19 a 57 deve ser lida como referência a “uma unidade geradora de caixa”.”  

RESOLVENDO: 

Então, como vimos no texto do Pronunciamento, haverá desvalorização quando na comparação do Valor Contábil do Ativo com seu Valor Recuperável, aquele (Valor Contábil) for maior. 

Primeiro devemos saber qual é o Valor Recuperável que utilizaremos para comparar com o Valor Contábil.

Muito bem, deveremos utilizar sempre o maior valor entre o Valor justo líquido das despesas com vendas, e o valor em uso. 

Segundo o enunciado os valores respectivos são: 

Valor justo líquido das despesas com vendas = R$50.000,00

Valor em uso = R$47.000,00 

Valor Recuperável = R$50.000,00 

Neste caso, para sabermos o valor da desvalorização, vamos comparar o Valor Contábil com o Valor Recuperável 

Calculando o valor contábil: 

Valor Contábil = Custo histórico menos depreciação acumulada 

Valor Contábil  =  R$60.000,00  –  R$12.000,00  =  R$48.000,00 

Calculando a perda por desvalorização 

Valor contábil menos Valor justo líquido das despesas com vendas (neste caso) 

R$48.000,00  –  R$50.000,00  =  (R$2.000,00)

NESTE CASO NÃO HOUVE PERDA A SER CONTABILIZADA POIS O VALOR RECUPERÁVEL (R$50.000,00) É MAIOR QUE O VALOR CONTÁBIL LÍQUIDO (R$48.000,00)

 

Resposta correta: 

c) R$50.000,00, não sendo, portanto, necessário proceder a um ajuste ao valor recuperável.

 

OBS.: EM BREVE ESTAREI PUBLICANDO A VÍDEO AULA NO YOUTUBE, POR FAVOR AGUARDE