Auditoria

“DEZ ANOS DEPOIS, ENRON AINDA É FERIDA ABERTA”

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Por Andrew Hill | Financial Times

Sob a superfície dos atuais protestos anticapitalistas – de Wall Street à City londrina -, há uma ferida que, mesmo dez anos depois, ainda não cicatrizou. Em 16 de outubro de 2001, ao anunciar seus resultados financeiros, pela primeira vez a Enron alertou o mundo sobre a toxicidade de seus esquemas de lançamentos contábeis fora do balanço. O comunicado desencadeou uma espiral fatal. Em 2 de dezembro, a Enron estava falida. Um ano depois, a Arthur Andersen, a auditoria externa, havia se desintegrado.

O caso Enron foi transformado em livros, filmes, peça de teatro e em sinônimo de descontrole empresarial, descumprimento fiduciário e fraudes. Mas as verdadeiras lições não foram ouvidas. (mais…)

ARGUMENTO DE DEFESA DE AUDITORIAS É QUESTIONADO EM CASO CONTRA DELOITTE

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Por Dena Aubin e Andrew Longstreth | Reuters, de Nova York
Uma das defesas preferidas das auditorias contra os processos na área de valores mobiliários pode ter algumas lacunas quando aplicada ao processo de grandes proporções movido contra a Deloitte e originário da crise do crédito imobiliário “subprime”.

Maior empresa de contabilidade e consultoria do mundo, a Deloitte foi acusada na segunda-feira de ter deixado de detectar fraudes na Taylor, Bean & Whitaker Mortgage, uma das maiores empresas de concessão de crédito imobiliário privado a falir durante o colapso do mercado de imóveis residenciais dos Estados Unidos. (mais…)

AUDITORIA INTERNA AUMENTA RELEVÂNCIA NAS ORGANIZAÇÕES

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Atividade se torna ainda mais fundamental às empresas e instituições nos períodos de crise econômica

Gilvânia Banker

IIA/DIVULGAÇÃO/JC

Para os jovens, uma forma de ingresso no mercado são os programas de trainee, explica Basile
Para os jovens, uma forma de ingresso no mercado são os programas de trainee, explica Basile

Eles formam uma das carreiras mais brilhantes e bem-sucedidas do mundo. No Brasil, estima-se que, entre o setor público e setor privado, estejam atuando na área aproximadamente 35 mil auditores internos. A atividade é hoje compreendida como uma forte aliada das empresas e instituições. A prova disso são os recentes escândalos descobertos por estes profissionais. Em janeiro de 2010, um trabalho realizado pela auditoria interna do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) constatou falhas na licitação, no pagamento e no contrato entre o instituto e o Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção (Connasel) para realização das provas do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. Os auditores descobriram que o Inep pagaria R$ 8 milhões a mais para execução das provas. Outro fato balançou um dos maiores veículos de comunicação brasileira e foi fruto da capacidade investigativa dos profissionais de auditoria. Identificou-se um rombo em mais de R$ 1 milhão, desviado por profissionais que trabalhavam na realização do quadro “Construindo um Sonho” do SBT. (mais…)

GASTO COM AUDITORES CRESCE 33%

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Adaptação ao novo padrão de contabilidade aumentou número de horas trabalhadas. No total, firmas receberam R$ 414,6 milhões por checagem de balanços e outros serviços em 2010.

Fernando Torres | De São Paulo

Os gastos das empresas com auditores externos aumentaram em média 33% entre 2009 e 2010, tendo em conta as despesas com checagem dos balanços e a contratação de outros serviços, como assessoria tributária e pareceres especiais para emissões de ações ou títulos de dívida. Considerando apenas o trabalho de auditoria, o crescimento médio foi de 37%.

É o segundo ano em que os dados sobre pagamento aos auditores são divulgados no Brasil. Como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) exige apenas a informação sobre o valor pago em um ano, é a primeira vez que a comparação de crescimento dos pagamentos pode ser feita.

O levantamento foi feito pelo Valor com base em dados informados pelas 200 maiores companhias de capital aberto por valor de mercado.

O crescimento dos montantes pagos não se deve ao aumento do valor por hora trabalhada, garantem os auditores. Mas sim ao maior número de horas de trabalho, sendo que o principal “culpado” é o padrão internacional de contabilidade IFRS, que passou a ser adotado integralmente no Brasil no balanço de 2010.

Esse crescimento médio de 33% no gasto total e de 37% apenas com a auditoria dos balanços foi a alta percebida pelas empresas que contratam os serviços.

Do ponto de vista das auditorias, interessa não apenas a variação média por cliente, mas também os dados consolidados, já que o aumento de 50% nos honorários de um cliente pequeno pode não compensar a queda de 5% no que é pago por uma empresa de maior porte. A soma dos valores recebidos das 200 empresas foi de R$ 414,6 milhões em 2010, sendo R$ 367 milhões pela auditoria dos balanços e R$ 47,6 milhões por outros serviços. (mais…)

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